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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Penitenciária de Marília é a mais superlotada do Estado

Penitenciária de Marília é a mais superlotada do Estado

Última atualização indica que a unidade abriga hoje 1.628 detentos em um espaço onde caberiam apenas 600; número representa 171% mais da capacidade máxima comportada

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SAINDO PELO LADRÃO - Complexo prisional de Marília é o mais superlotado do Estado de São Paulo, segundo levantamento da Secretaria da Administração Penitenciária - Foto: Paulo Cansini
WAGNER AITH
Um estudo realizado pelo Jornal Diário coloca o complexo penitenciário de Marília como o mais superlotado de todo Estado de São Paulo no comparativo com unidades de outras 50 cidades paulistas. O levantamento feito junto a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) aponta que o centro prisional local abriga atualmente mais de 170% de sua capacidade.

Segundo a última atualização do órgão governamental, feita na última quarta-feira, dia 31 de julho, o complexo, que engloba detentos do regime fechado e também semiaberto - o CR (Centro de Ressocialização) fica de fora, segundo classificação da própria SAP -, possui 600 vagas, no entanto 1.628 presos se espremem em suas celas. Ou seja, a população carcerária está 171% maior do que o limite máximo comportado.
O índice registrado em Marília é, com folga, o maior. Hortolândia, que aparece como a segunda mais superlotada, tem hoje 152% mais presos do que deveria. As duas unidades do regime fechado de lá têm capacidade para receber até 1.304 detentos, porém o sétimo mês de 2013 terminou com 3.298, ou quase 153% a mais.
O top 10 da superlotação ainda tem Marabá Paulista (138%), Guareí (134%), Lavínia e Irapuru (ambos com 132%), Flórida Paulista (129%) e Sorocaba (124%). A lista termina com as empatadas Paraguaçu Paulista e Martinópolis, cada uma com 119% mais detentos do que o adequado.
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Na região, as penitenciárias de Álvaro de Carvalho e Getulina também enfrentam o mesmo problema, mas em escala um pouco menor. Cada uma tem capacidade para abrigar 792 detentos, mas estão com 1.602 e 1.243, ou 102% e 56%, respectivamente, acima do limite máximo. Assis também contabiliza superlotação de quase 59%. São 1.643 prisioneiros dividindo espaço onde caberiam 1.034.
Outro ponto observado pelo estudo leva em consideração apenas a população carcerária por complexo. Juntas, as três unidades de regime fechado de Lavínia abrigam atualmente 5.353 presos. Franco da Rocha, que também conta com três centros prisionais, fechou julho com 4.873 detentos. São Paulo aparece na sequência, com 4.258 prisionais divididos em três unidades. Mirandópolis e Guarulhos, cada uma com duas penitenciárias, fecham o top 5, com 4.010 e 3.754 encarcerados, respectivamente.
LADO POSITIVO
A superlotação nos complexos penitenciários do Estado só não é total por conta de Presidente Venceslau. Juntas, as duas unidades daquela cidade têm capacidade para abrigar 1.975 detentos, mas a última atualização aponta que “apenas” 1.691 das vagas estão ocupadas.
A proporção positiva capacidade/população só acontece nos centros de ressocialização. Em Marília, por exemplo, o CR tem hoje 205 reeducandos, sendo que há outras cinco vagas em aberto.