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quinta-feira, 21 de maio de 2026

​A CRÔNICA DO ESQUECIMENTO: COMO A POLÍCIA PENAL É EXCLUÍDA DO SALÁRIO E DOS HOLOFOTES

 ​A CRÔNICA DO ESQUECIMENTO: COMO A POLÍCIA PENAL É EXCLUÍDA DO SALÁRIO E DOS HOLOFOTES

"20 anos produzindo as provas que o crime organizado não consegue destruir — e sendo esquecida nas coletivas, nos discursos e no contracheque"

**Por Fábio Jabá**

*Policial Penal há 25 anos, presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo* 

Maio de 2026. Vinte anos depois dos ataques que pararam São Paulo, a Operação Vérnix prende uma influenciadora famosa e bloqueia R$ 327 milhões. A coletiva de imprensa é montada: microfones posicionados, câmeras ligadas, repórteres a postos. O Ministério Público explica a engenharia financeira. A Polícia Civil detalha a execução das buscas.

Mas ninguém faz a pergunta crucial: quem encontrou a primeira prova?

A resposta não estava nos escritórios climatizados. Foi a Polícia Penal, revirando o esgoto da Penitenciária II de Presidente Venceslau, ainda em 2019. Sete anos atrás.

Isso não é uma exceção; é o padrão. Há duas décadas, a Polícia Penal produz a inteligência bruta que alimenta as maiores operações contra as facções criminosas no Brasil. E há duas décadas, a categoria recebe o mesmo tratamento em troca: o esquecimento no salário e a invisibilidade nos holofotes.


Esta é a crônica do abandono.

SEÇÃO 1 — A LINHA DO TEMPO DO ESGOTO: 20 ANOS DE PROVAS, 20 ANOS DE INVISIBILIDADE


 Maio de 2006 — O Marco Zero: No dia 11 de maio de 2006, o governo do Estado transferiu 765 presos da principal facção paulista — incluindo sua liderança máxima — para a P2 de Presidente Venceslau. No dia seguinte, véspera do Dia das Mães, a organização desencadeou os maiores ataques coordenados da história de São Paulo. Foram 59 agentes públicos mortos, 67 presídios em rebelião simultânea e uma capital sitiada. Nas duas décadas seguintes, o comando continuou ecoando de dentro das celas. E a Polícia Penal seguiu como a primeira e mais exposta barreira de defesa — e a única sem o devido reconhecimento.

 2016 — Operação Ethos: Policiais penais interceptaram documentos na P2 que revelavam um plano audacioso: infiltrar o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe). A facção pagava uma mesada de R$ 5 mil ao vice-presidente do conselho para difamar as forças de segurança, usando advogados como pombos-correios. O resultado: 32 advogados e o vice-presidente do Condepe foram presos. A Polícia Penal achou a prova. Na coletiva de imprensa, não fomos chamados.

 2018 — Operação Echelon: A engenharia da inteligência penitenciária instalou telas nos dutos de esgoto da P2 para "pescar" os bilhetes que os presos tentavam destruir dando descarga. Esses papéis mapearam a estrutura da facção em 14 estados e no exterior. O resultado: 63 presos e uma denúncia de 569 páginas assinada pelo promotor Lincoln Gakiya, que isolou a cúpula em presídios federais. A Polícia Penal viabilizou a inteligência. Na coletiva de imprensa, não fomos chamados.

 2021 — Operação Lado a Lado: Em 2019, durante uma vistoria de rotina, policiais penais encontraram novos manuscritos no esgoto da P2. Eles mencionavam uma "mulher da transportadora" e ordens para um atentado contra um ex-diretor da unidade. A Polícia Civil descobriu que a tal transportadora ao lado do presídio lavava dinheiro do crime. Aqueles bilhetes, descobertos por nós, sustentaram o inquérito em silêncio. A Polícia Penal achou a prova. Na coletiva de imprensa, não fomos chamados.


 2023 — Operação Sequaz:  A Polícia Federal desarticulou um plano para sequestrar e assassinar o senador Sergio Moro, o promotor Lincoln Gakiya e policiais penais. A base de informações que acendeu o alerta e alimentou as investigações saiu diretamente das galerias da P2 de Presidente Venceslau. A Polícia Penal produziu a inteligência de base. Na coletiva da PF, não fomos chamados. O senador agradeceu publicamente às forças de segurança; nós ficamos de fora do discurso.

 *

2024 — A Linha de Fogo Real: Os dois acusados de planejar o atentado contra as autoridades foram executados a facadas dentro da própria P2, em uma queima de arquivo determinada pelo tribunal do crime. Quem controlou o motim, conteve os danos e enfrentou o clima de guerra na linha de frente dentro do pavilhão? A Polícia Penal.


 Maio de 2026 — Operação Vérnix: A operação que hoje choca o país com apreensões de carros de luxo e bloqueios milionários nasceu daqueles mesmos bilhetes tirados do esgoto em 2019. A engrenagem de lavagem de dinheiro começou a ruir pela mão de um policial penal com uma lanterna e uma grade de contenção de detritos. Sete anos de trabalho invisível. E na foto oficial do estouro da operação, a Polícia Penal novamente não apareceu.


 SEÇÃO 2 — A CRONOLOGIA DO ESQUECIMENTO SALARIAL

Se a exclusão dos palanques fere o orgulho profissional, o tratamento dado ao bolso do policial penal atenta contra a dignidade da sua família. A invisibilidade institucional se reflete diretamente na conta bancária.

 2023 — O Primeiro Sinal: O governo estadual anunciou um reajuste de até 20% para as Polícias Civil e Militar. Para a Polícia Penal, o teto foi de apenas 6%. A mensagem política foi dada: não somos considerados prioridade na segurança pública.

 2024 — A Regulamentação da Retirada: Em setembro, celebramos a aprovação da Lei Complementar nº 1.416/2024, a tão sonhada Lei Orgânica da Polícia Penal. Mas a prática revelou o confisco: a lei extinguiu direitos históricos como a sexta parte, o quinquênio e a Ajuda de Custo (AJ). O que foi anunciado como modernização virou desmonte financeiro.

 2025 — O Impacto Real: A lei entrou em vigor e o contracheque sentiu o golpe. Direitos consolidados foram sepultados em nome de um subsídio que rebaixou o poder de compra da categoria.

 Março e Abril de 2026 — A Exclusão Deliberada: O governo enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 226/2026, propondo um novo reajuste de 10% para as forças de segurança. PM e Polícia Civil foram contempladas. A Polícia Penal foi deixada de fora. O deputado Carlos Giannazi apresentou uma emenda para corrigir essa injustiça e incluir a categoria, mas a base do governo rejeitou. O PL foi aprovado sem nós.

No dia 8 de abril de 2026, em oitiva na ALESP, o Secretário da Administração Penitenciária, Marcello Streifinger, tentou justificar o injustificável: *"Os policiais penais não tiveram reajuste por limitação orçamentária"*. Uma limitação seletiva, que só enxerga a nossa categoria, enquanto para as demais polícias o orçamento se mostra flexível.

SEÇÃO 3 — A BALANÇA DO GOVERNO: O QUE VEIO VS. O QUE NÃO VEIO

Para entender a exata dimensão do abandono estrutural, basta olhar o saldo das promessas de gestão dos últimos anos:

| O Que Veio (Com Restrições) | O Que NÃO Veio |

|---|---|

| **GIR e CIR:** Implantados, mas com reduções de diárias e restrições impostas pela secretaria. | **Reajuste Digno:** Negado e vetado nos projetos de lei de 2023 e 2026. |

| **Canis Operacionais:** Criados, mas operando sem a estrutura ideal. | **Direitos Retirados:** Nenhuma reposição para a perda da sexta parte, quinquênio e AJ. |

| **Concurso Público:** Edital de outubro/2025 para 1.100 vagas, com salário inicial defasado de R$ 4.695,60. | **Reconhecimento de Fato:** Inclusão zero nos discursos, nas fotos e no topo da segurança pública. |

SEÇÃO 4 — A EXCEÇÃO QUE CONFIRMA A REGRA

No meio desse deserto de reconhecimento, o promotor de Justiça Dr. Lincoln Gakiya, do GAECO de Presidente Prudente, surge como uma rara voz de honestidade intelectual. Em suas manifestações públicas, ele faz questão de lembrar que a Polícia Penal é uma das suas principais e mais vitais parceiras na asfixia do crime organizado.

Gakiya não faz isso por política ou palanque. Ele vive sob escolta armada há mais de 20 anos e tem sua cabeça encomendada pelas facções. Foi ele quem assinou o pedido de transferência das lideranças em 2018. Ele sabe, por experiência de trincheira, que sem os bilhetes pescados e as vistorias minuciosas feitas pelos policiais penais, as 569 páginas de suas denúncias seriam folhas em branco.

O reconhecimento de quem está na linha de tiro vale mais do que qualquer promessa de campanha. Mas uma única exceção não pode esconder a regra: o sistema político continua nos tratando como fantasmas que guardam as chaves do estado.

SEÇÃO 5 — O MÉRITO É DA NATUREZA DA FUNÇÃO, NÃO DO GOVERNO


Mudaram a nossa farda, alteraram o nosso nome de "agente penitenciário" para "policial penal" e nos inseriram no artigo 144 da Constituição Federal através da PEC 372/2017. Mas a verdade é que nenhuma dessas mudanças estruturais foi um presente de governo. O mérito da nossa sobrevivência e da nossa relevância é da regularidade, do suor e do sangue de quem está no chão de fábrica do sistema prisional.

O governo se recusa a admitir a nossa importância porque, se o fizer, terá que confessar que a estabilidade da segurança pública de São Paulo depende diretamente de homens e mulheres que trabalham sem estrutura, com salários defasados e direitos subtraídos.

Segurança real não se faz com coletiva cenográfica ou PowerPoint bem editado. Faz-se no silêncio da galeria, na firmeza do tranca-rua e no enfrentamento diário com o crime, olhando nos olhos do perigo.

SEÇÃO 6 — A COMPROVAÇÃO EM VÍDEO: A HESITAÇÃO E O APAGAMENTO NAS COLETIVAS DA VÉRNIX



Se as palavras que escrevo parecem duras, as imagens oficiais das coletivas da Operação Vérnix servem como a prova material e incontestável do apagamento que denunciamos.

No primeiro registro, ao detalhar o início das investigações da operação, vemos o governador Tarcísio de Freitas gaguejar institucionalmente. A expressão "Polícia Civil" sai de forma natural, fluida. Mas, quando chega o momento de citar a nossa categoria, há uma hesitação clara, uma pausa nítida no ritmo da fala. Fica evidente para quem assiste que a menção à Polícia Penal foi puxada da memória no último segundo, quase como um adendo protocolar para "cumprir tabela" no discurso.

No segundo registro, o cenário consegue ser ainda pior. Durante a coletiva oficial capitaneada pela cúpula da segurança pública e pelo Dr. Nico (SSP), o esquecimento deixa de ser uma hesitação e se torna um apagamento absoluto. Eles dissecam a engenharia financeira, citam o DEINTER 8, parabenizam delegados e exaltam o Ministério Público. No entanto, a força policial que, de fato, meteu a mão na massa no esgoto da P2 lá em 2019 para colher a inteligência bruta que viabilizou todo esse show midiático é sumariamente ignorada. Zero menções. Fomos blindados para fora dos créditos em praça pública.

Esse comportamento escancara a hipocrisia da gestão: na hora de cobrar o risco, somos linha de frente; na hora de dividir os louros do sucesso e conceder reajustes salariais justos, somos invisíveis.

SEÇÃO 7 — É HORA DE ABRIR A CAIXA-PRETA

O ciclo de exploração do nosso trabalho precisa acabar. Não aceitaremos mais a engrenagem que funciona assim:

 1. O Policial Penal encontra a prova material no coração do presídio;

 2. O GAECO e as demais polícias assumem os holofotes da inteligência;

 3. A operação é deflagrada com festejos na grande mídia;

 4. O Policial Penal volta para o plantão seguinte, sem crédito, sem reajuste e lidando com a ala tensionada pela operação.

Nossas Propostas Concretas:

 1. Inclusão Institucional: Participação obrigatória de representantes da Polícia Penal nas coletivas de imprensa de operações originadas no sistema prisional.

 2. Reparação Salarial Imediata: Inclusão imediata da categoria em qualquer política de reajuste das forças de segurança, com revisão das perdas da LC 1.416/2024.

3. Voz para a Inteligência: Criação de canais oficiais de comunicação para a divulgação das ações e apreensões da Polícia Penal.

 4. Valorização de Carreira: Atratividade salarial real frente aos riscos da profissão, e não salários iniciais que beiram o piso de funções de menor risco.

Se um promotor jurado de morte pelo crime organizado tem a coragem de vir a público reconhecer a Polícia Penal, por que o governo do Estado se esconde atrás de gaguejadas e desculpas orçamentárias seletivas?

Não estamos pedindo favores. Estamos exigindo o que é nosso por direito: o salário justo e o lugar na história que nós mesmos escrevemos com a nossa coragem.


quarta-feira, 9 de julho de 2025

9 de Julho: O Espírito da Revolução Constitucionalista e o Desafio Atual das Forças de Segurança


Hoje, São Paulo se lembra da Revolução Constitucionalista de 1932 — não como um simples capítulo da história, mas como um grito que ecoa até os dias de hoje. Naquele 9 de julho, milhares de paulistas, de civis a soldados, levantaram-se com coragem em defesa de algo maior: a Constituição, a liberdade, o direito de escolher um rumo democrático para o Brasil. Não foi um movimento de um lado político, mas sim um clamor de um povo inteiro por respeito e voz.

Quase um século depois, vivemos um novo tipo de conflito — mais silencioso, mas igualmente desafiador. Hoje, muitos dos que juraram proteger a sociedade — policiais civis, militares, penais, guardas, bombeiros — enfrentam não apenas o crime, mas o abandono institucional, a exploração política e a falta de reconhecimento real.

A farda, que deveria ser símbolo de honra, muitas vezes é usada como ferramenta política. O operador de segurança vira massa de manobra, rotulado por ideologias que nem sempre representam sua realidade. O orgulho paulista, aquele mesmo que moveu jovens em 1932, não tem lado A ou lado B. Vai além de partido, bandeira ou discurso. É um sentimento de dignidade, de entrega e de luta por justiça — e isso vale para quem está nas ruas, nas viaturas, nos plantões, nos presídios.

Hoje, o maior gesto revolucionário que o Estado de São Paulo pode ter é valorizar, de fato, os homens e mulheres que carregam a missão de proteger. Humanizar não é enfraquecer. É fortalecer. Valorizar não é luxo. É necessidade.

Que este 9 de Julho sirva de lembrança: o povo paulista sempre lutou por dignidade, e isso inclui a dignidade dos que arriscam a própria vida para garantir a segurança de todos.

sábado, 21 de junho de 2025

Devocional 21 de Junho "Promessa abençoadora

O Senhor enviará bençãos aos seu celeiros e a tudo que as suas mãos fizerem. O Senhor, seu Deus, os abençoará na terra que dá a vocês! Deuteronômio 28:8

O capítulo de Deuteronômio que contém o verso do devocional de hoje detalha as bênçãos que acompanham a obediência a Deus e as consequências da desobediência ao Senhor. Ele promete de maneira clara que, se o povo obedecesse a Ele e seguisse cuidadosamente os Seus mandamentos, abençoaria todos os aspectos da vida garantindo provisão e prosperidade.

dos israelitas, especialmente na produção do seu trabalho, O fato de Deus prometer abençoar os celeiros e os frutos das mãos do povo nos ensina que Ele deseja abençoar não apenas a nossa vida espiritual, mas também a nossa vida material e profissional. Ele se preocupa com as nossas necessidades e deseja que vivamos de forma abundante.

E importante notar que a condição para essas bênçãos é a obediência . Reflita: você está vivendo em conformidade com os princípios de Deus no seu dia a dia? Nossa disposição em seguir os Seus caminhos resulta na Sua proteção e bênção sobre os afazeres diários. Ao confiarmos em Deus como o nosso provedor, agimos naturalmente e com diligência nas nossas tarefas, refletindo o caráter honesto e trabalhador do nosso Pai. Reconhecemos que Ele está no controle e que as nossas colheitas são resultado da Sua graça em nossas vidas.

Deus é fiel para abençoar aqueles que O obedecem. Ao meditar nessa promessa, seja encorajado a viver de maneira que honre a Deus, na expectativa de que Ele manifeste as Suas bênçãos em sua vida. Que possamos dedicar tudo o que fazemos ao Senhor, confiantes na Sua provisão de acordo com a Sua vontade e propósito.

domingo, 11 de maio de 2025

Mãe : você é preciosa!

Tive uma mãe que se dedicou inteiramente à nossa sobrevivência. Uma verdadeira guerreira, uma mulher forte, que enfrentou tudo por amor aos filhos.

Quando olho para a minha história, percebo o quanto me pareço com ela. Sua vida tinha um propósito claro: cuidar de nós. E, para isso, ela abriu mão de tantas coisas…

Como compartilhei certa vez no podcast Área 18, ouvi aquela frase dura:

“Vai querer trabalhar ou estudar?”

Eu optei por estudar — e tive todo o apoio da minha mãe. Mesmo com todas as dificuldades, ela nunca deixou de me incentivar, de acreditar em mim.

Tenho poucas lembranças da minha infância — minhas memórias começam por volta dos seis anos. Mas há algo que eu nunca esqueci: nós sofremos muito. Passamos por discriminações, por necessidades básicas… mas havia uma força que nos mantinha de pé: a fé.

A força da Dona Aparecida — minha mãe — era impressionante. Uma mulher simples, mas com uma coragem imensa.

E foi através da sua fé que ela sustentou nossa casa.

Na minha família, todos conhecem a Palavra. Todos têm fé. Porque essa fé nasceu nela, cresceu com ela e foi transmitida com amor e firmeza.

Esse foi o maior legado que Dona Aparecida nos deixou.

Hoje, ela não está mais aqui. A ferida até cicatrizou, mas a marca permanece. E em dias como hoje… essa cicatriz ainda dói. Às vezes, parece até que volta a sangrar.

Por isso, se você ainda tem sua mãe com você: ame.

Valorize. Esteja presente. Dedique seus dias a ela, como ela dedicou os dela a você. Perdoe.

Sempre repito: queria tanto que ela ainda estivesse aqui… Quando a gente perde, fica um vazio.

Mas eu agradeço a Deus por ter um Pai Celestial que entregou o Filho por mim — e que, através do Espírito Santo, me consola todos os dias.

Não deixe que brigas políticas, discussões tolas ou diferenças afastem você da sua mãe.

Não importa o quanto você tenha se distanciado, ela sempre será sua mãe.

E quando você a visitar, ela ainda vai preparar comida, dar broncas, falar demais…

Ela te gerou, te criou, te amou — e, no fundo, só quer estar perto de você.

Feliz Dia das Mães.

A todas as guerreiras, lutadoras, protetoras.

Ore com ela. Ame sem reservas.

Porque é muito, muito bom ter mãe.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

O Dia de Tiradentes e a Construção Social da Memória no Brasil

O dia 21 de abril é celebrado nacionalmente como o Dia de Tiradentes, em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, mártir da Inconfidência Mineira. Essa data, instituída como feriado nacional desde 1890, logo após a Proclamação da República, rememora a luta pela liberdade e pela independência do Brasil do domínio português.

No entanto, além de seu valor histórico, essa celebração também revela como a sociedade constrói e utiliza a memória coletiva de forma simbólica e política. A sociologia oferece importantes reflexões sobre esse fenômeno. Émile Durkheim, por exemplo, entende os feriados cívicos como mecanismos de coesão social. O Dia de Tiradentes, nesse sentido, funciona como um ritual coletivo, reforçando valores como o patriotismo e a liberdade.

A figura de Tiradentes atua como um totem laico, símbolo em torno do qual a sociedade reafirma sua identidade. Contudo, segundo Maurice Halbwachs, a memória coletiva não é espontânea, mas moldada por instituições como o Estado, a escola e a mídia. A imagem heroica de Tiradentes foi ressignificada pela República para sustentar ideais de liberdade e justiça, muitas vezes excluindo outras figuras e movimentos populares da história nacional, como as revoltas de escravizados e indígenas.

Essa seletividade também é analisada por Michel Foucault, que entende a história como instrumento de poder. O uso da figura de Tiradentes como mártir serve para legitimar uma narrativa oficial, promovendo uma forma aceitável de resistência. Da mesma forma, Pierre Bourdieu argumenta que essa representação acumula capital simbólico, fortalecendo a autoridade de instituições como as polícias, das quais Tiradentes é patrono.

A sociologia crítica brasileira, representada por autores como Florestan Fernandes e Jessé Souza, aponta ainda que a exaltação simbólica da liberdade pode esconder desigualdades reais. O discurso de heroísmo e luta por justiça nem sempre se traduz em avanços sociais concretos para a população brasileira. Assim, a celebração pode tornar-se uma encenação democrática, que reverencia o passado libertário sem promover transformações no presente.

Portanto, o Dia de Tiradentes é mais do que uma data comemorativa: é um espelho das formas como a sociedade constrói, molda e utiliza sua própria história. Refletir sobre essa celebração permite questionar o que lembramos, o que esquecemos e, sobretudo, por que essas escolhas são feitas. Dessa forma, a memória se torna não apenas um exercício de lembrança, mas uma ferramenta de crítica e transformação social.

domingo, 20 de abril de 2025

Pela sua morte fomos redimidos, pela sua ressurreição temos um amanhã

Há oito meses, Cristo ressuscitou em meu coração. Ele morreu há mais de dois mil anos, e ainda continua fazendo milagres!

Minhas prioridades se inverteram , assim como o filho pródigo, abandonei o Pai , à família, a minha vida e hoje posso afirmar : Ele... Ele nunca me abandonou.

Este dia me faz refletir profundamente sobre a verdadeira Páscoa. Foi por meio da Sua morte e ressurreição que eu renasci. Voltei a acreditar no futuro. Voltei a sonhar. A Páscoa não é ovos de chocolate , assim como Cristo não é comércio. A verdadeira Páscoa é a maior prova do amor de Deus por nós, dando seu filho para morrer em nosso lugar!

É a certeza de que, por Ele, podemos vencer tudo – todas as lutas, todas as dores, todas as dificuldades – para a honra e glória do Seu nome. Eu havia chegado ao meu limite. Achei que não havia mais vida para mim. Foi então que me ajoelhei e entreguei tudo a Deus. Reconheci que não era mais pela minha força – agora era com Ele.

Desde agosto do ano passado, tenho vivido verdadeiros milagres. O maior deles? Acordar todos os dias acreditando que é possível mudar, que a vida pode recomeçar. Deus tem mudado minha história, recuperei minha família, estou melhor no trabalho, estou vivendo o meu melhor em tudo. E por Ele, para Ele, eu continuo crendo no amanhã. Sem medo de lutar, sem medo de me arriscar. Sempre guiado pela sua palavra e cumprindo um dos maiores mandamentos : “Amar ao próximo como a ti mesmo.”

Feliz Páscoa a todos!

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