Cadeiras em "U"
Escrito po: João Carlos Andrade, Trabalhador da CUT-SP e Educador Sindical
13/12/2013
Compartilhar o conhecimento é a tônica da metodologia da formação
sindical da CUT. Todos compartilham. Educadores, cursistas, equipe de
apoio e dirigentes convidados. Para além da sala de aula, muita gente também
compartilha. Seja por meio de vídeos ou textos, ou por presença firme e inoxidável
na memória de quem se encontra em uma das cadeiras, sempre organizadas em
“U”. Esta disposição do mobiliário incentiva o olhar nos olhos, principal linha de
transmissão do compartilhamento. No final, tudo se transforma em conhecimento.
O saber de cada um ganha uma dimensão coletiva e converge para uma experiência
única onde as histórias individuais tem seu devido valor. E neste contexto, o individuo
conta muito.
sindical da CUT. Todos compartilham. Educadores, cursistas, equipe de
apoio e dirigentes convidados. Para além da sala de aula, muita gente também
compartilha. Seja por meio de vídeos ou textos, ou por presença firme e inoxidável
na memória de quem se encontra em uma das cadeiras, sempre organizadas em
“U”. Esta disposição do mobiliário incentiva o olhar nos olhos, principal linha de
transmissão do compartilhamento. No final, tudo se transforma em conhecimento.
O saber de cada um ganha uma dimensão coletiva e converge para uma experiência
única onde as histórias individuais tem seu devido valor. E neste contexto, o individuo
conta muito.
Não é só passado. É presente. É futuro. Em cada turma, as histórias das lutas
são remontadas por olhares atenciosos e diversificados de quem estava lá.
De gente que sorriu junto, chorou junto, apanhou junto, sofreu e sofre torturas
físicas e psicológicas para sobreviver trabalhando e lutando. As análises do que
se passa no mundo contido de cada mente, ganha pele, sangue, vida e logo estão
em seu merecido lugar, organizadas num mundo só. O que está por vir é debatido
com os pés no chão. Não o chão físico, mas o chão imaginário da fábrica, da
repartição pública, da roça, ou de onde quer que esteja a organização sindical.
são remontadas por olhares atenciosos e diversificados de quem estava lá.
De gente que sorriu junto, chorou junto, apanhou junto, sofreu e sofre torturas
físicas e psicológicas para sobreviver trabalhando e lutando. As análises do que
se passa no mundo contido de cada mente, ganha pele, sangue, vida e logo estão
em seu merecido lugar, organizadas num mundo só. O que está por vir é debatido
com os pés no chão. Não o chão físico, mas o chão imaginário da fábrica, da
repartição pública, da roça, ou de onde quer que esteja a organização sindical.
Vejo tudo como um grande laboratório cujas experiências são reais. Basta um
cursista atender o celular que tudo vira realidade e o cotidiano se enfeita de
novas estratégias, novo jeito de perceber a vida sindical e sua rotina intensa.
Do outro lado da linha, uma demanda qualquer. Quase sem querer, o Educador
ouve a conversa e logo pensa: Valeu a pena!
cursista atender o celular que tudo vira realidade e o cotidiano se enfeita de
novas estratégias, novo jeito de perceber a vida sindical e sua rotina intensa.
Do outro lado da linha, uma demanda qualquer. Quase sem querer, o Educador
ouve a conversa e logo pensa: Valeu a pena!
Ao fim do dia, depois de esgotado o tempo físico de compartilhamento, se inicia
um novo ciclo. Numa rede mais atrevida, onde as avaliações são sutilmente postadas
como legenda de fotografias. Trabalhos em grupo, o educador expondo algum
tema (sempre em posição anti-fotogênica) e momentos de descontração são
as preferidas do Facebook. Vez ou outra surge um retrato cuja a aparência dos
cursistas não deixa dúvida: Boca aberta, olhos voltados para o teto e espremidos
pelo ato mecânico de enrugar a testa e juntar as sobrancelhas, compõem a
aparência típica de quem está se esforçando ao máximo para imprimir uma opinião.
Vejo todas, leio tudo e curto tudo. É o meu jeito de valorizar os momentos que os
cursistas mais valorizaram, a ponto de registrar e por na boca do povo, ou melhor,
nos olhos e nos dedinhos ágeis dos amigos virtuais.
um novo ciclo. Numa rede mais atrevida, onde as avaliações são sutilmente postadas
como legenda de fotografias. Trabalhos em grupo, o educador expondo algum
tema (sempre em posição anti-fotogênica) e momentos de descontração são
as preferidas do Facebook. Vez ou outra surge um retrato cuja a aparência dos
cursistas não deixa dúvida: Boca aberta, olhos voltados para o teto e espremidos
pelo ato mecânico de enrugar a testa e juntar as sobrancelhas, compõem a
aparência típica de quem está se esforçando ao máximo para imprimir uma opinião.
Vejo todas, leio tudo e curto tudo. É o meu jeito de valorizar os momentos que os
cursistas mais valorizaram, a ponto de registrar e por na boca do povo, ou melhor,
nos olhos e nos dedinhos ágeis dos amigos virtuais.
Ao fim de muitos dias, o meu momento predileto. Não por causa do fim em si, mas
porque me traz o alívio da tarefa cumprida e materializada no abraço de gratidão
de cada cursista que carrega numa das mãos o seu diploma. Nem é um diploma
no sentido usual da palavra. É apenas um certificado, mas significa muito mais do
que um simples atestado de presença, ausência e conteúdo aplicado. O valor nele
agregado transpõe convenções habituais. Ele é um símbolo material do nosso
discurso de que educação é um instrumento de transformação da realidade.
Tenho orgulho em pertencer à Rede Estadual de Formação da CUT-SP e desejo
que ela se fortaleça ainda mais em 2014.
porque me traz o alívio da tarefa cumprida e materializada no abraço de gratidão
de cada cursista que carrega numa das mãos o seu diploma. Nem é um diploma
no sentido usual da palavra. É apenas um certificado, mas significa muito mais do
que um simples atestado de presença, ausência e conteúdo aplicado. O valor nele
agregado transpõe convenções habituais. Ele é um símbolo material do nosso
discurso de que educação é um instrumento de transformação da realidade.
Tenho orgulho em pertencer à Rede Estadual de Formação da CUT-SP e desejo
que ela se fortaleça ainda mais em 2014.
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