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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Justiça transfere Andinho para a Penitenciária de Presidente Bernardes

Justiça transfere Andinho para a Penitenciária de Presidente Bernardes

Criminoso é o sexto integrante da mesma facção a ser removido.
Ele cumpre pena de 688 anos de prisão por homicídio, entre outros crimes.

Pedro MathiasDo G1 Presidente Prudente
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Andinho foi um dos integrantes de facção flagrado em escutas telefônicas (Foto: Vinícius Pacheco/G1)Andinho foi um dos integrantes de facção flagrado em escutas telefônicas (Foto: Vinícius Pacheco/G1)
Wanderson Nilton de Paula Lima, conhecido como Andinho, é o sexto integrante de uma quadrilha que atua dentro e fora dos presídios paulistas a ser transferido da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau para a Penitenciária de Presidente Bernardes. Ele e outros membros foram flagrados em escutas telefônicas obtidas pelo Ministério Público e foram denunciados por continuarem comandando o crime organizado.

NomePenaCrimeTransferência
Fabiano da Silva (Cansado)36 anos, 7 meses e 20 diasRoubo e uso de documento falso8 de novembro
Fabiano Alves de Souza (Paca)15 anos, 4 meses e 20 diasRoubo e porte ou posse de arma de uso restrito8 de novembro
Eric de Oliveira Farias (Quebra)24 anosRoubo8 de novembro
Wanderson Nilton de Paula Lima (Andinho)688 anos e 24 diasHomicídio, sequestro, tráfico de drogas, roubo e promover ou facilitar fuga11 de novembro
Paulo Cesar Souza Nascimento Junior (Paulinho Neblina)  29 de outubro
Daniel Canônico (Cego)  1º de novembro
Julio César Guedes de Morais (Julinho Carambol)117 anos e 26 diasRoubo e homicídioAguardando
Francisco Tiago Augusto Bobo (Cérebro)37 anos e 9 mesesPromover ou facilitar fuga, sequestro, ameaça ou violência a funcionário; destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia; porte ou posse de arma de fogo de uso restritoAguardando
A remoção ocorreu por volta das 16h desta segunda-feira (11). Andinho, condenado a 688 anos e 24 dias de prisão por homicídio, sequestro, roubo e tráfico, é considerado pela promotoria um dos líderes do grupo, que, mesmo preso, dá ordens aos integrantes, contabiliza a venda de drogas, negocia armas e manda matar autoridades e policiais. Depois da escutas, o MP denunciou cerca de 30 detentos e pediu a prisão de 175 pessoas.
Apenas algumas transferências foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça. Fabiano da Silva, o Cansado; Fabiano Alves de Souza, o Paca; Eric Oliveira Farias, o Quebra; Paulo César Souza Nascimento Junior, o Paulinho Neblina; e Daniel Canônico, o Cego, já foram encaminhados ao presídio de Presidente Bernardes. As transferências ocorrem desde o dia 29 de outubro.
A Justiça já autorizou também a remoção de Julio César Guedes de Morais, conhecido como Julinho Carambola, e Francisco Tiago Augusto Bobo, o Cérebro. Agora, o Departamento de Execução Criminal (Decrim) deve oficializar a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que organiza a ação.
As transferências são válidas por 60 dias, pois são cautelares. Durante este período, a Justiça deve julgar a permanência deles por um ano no Regime Disciplinar Diferenciado, como solicita o Ministério Público. Neste sistema, os presos ficam isolados em celas, têm apenas duas horas de banho de sol por dia, as visitas são controladas e não há acesso a rádio, TV ou jornal.
No último sábado (9), o governador Geraldo Alckmin (PSDB), durante solenidade em Presidente Prudente, disse que as transferências continuarão acontecendo, sempre que necessárias, e prometeu rigidez ao lidar com a quadrilha.
“Todos os casos de membros de organização criminosa que for necessária a transferência para o Regime Disciplinar Diferenciado ocorrerá. Sempre que houver necessidade [da transferência], assim o faremos”, disse.

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