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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Para se livrar de escutas telefônicas, quadrilha usa cartas

Para se livrar de escutas telefônicas, quadrilha usa cartas

Nos registros, bando avalia levantamento de propina e arsenal.
Documentos foram apreendidos com a mulher de um preso após denúncia.

Do G1 Presidente Prudente
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Sete chefes da quadrilha que teriam acesso a essas cartas  (Foto: Reprodução/TV Fronteira)Sete chefes da quadrilha que teriam acesso às
cartas (Foto: Reprodução/TV Fronteira)
Através de uma denúncia, a polícia identificou uma mulher que tentava entrar no presídio com cartas da quadrilha que controla o crime dentro e fora dos presídios paulistas.
Sete chefes da quadrilha que teriam acesso a essas cartas foram transferidos da Penitenciária de Presidente Venceslau em novembro de 2013.

A mulher, que é namorada de um dos presos, passou pelo detector de metais sem ser percebida, no entanto, foi barrada durante a revista pelos agentes do presídio que já estavam alertados sobre o caso.
Detida, a acusada foi encaminhada para um hospital da região de Presidente Prudente, onde os médicos descobriram que ela trazia escondidas dentro do corpo, cerca de 30 páginas de documentos da quadrilha.
Nas cartas, é possível ver o último levantamento do arsenal, que informa que o bando tem 177 fuzis ar 15, de uso exclusivo das forças armadas e AK 47, fuzil de assalto, fabricado na Rússia.
Uma das cartas menciona o Distrito Policial do Bairro Parada de Taipas, na Zona Norte da Capital Paulista, onde um criminoso descreveu que a “setenta e quatro DP está indo todos os dias a paisana na loja”.
De acordo com o Ministério Público Estadual, “loja” significa ponto de venda de drogas. Na carta, um dos integrantes do bando afirma que os policiais disseram que “se não pagarmos, não vão sair”. Além desses apontamentos, o documento detalha o balanço da propina paga aos policiais.
Os integrantes da quadrilha estão no Presídio de Presidente Bernardes, que aplica o regime disciplinar diferenciado, onde, cada preso fica sozinho em uma cela e sai apenas duas horas por dia para o banho de sol.
Em outubro, o Ministério Público pediu à Justiça que transferisse até o presídio, cerca de 34 pessoas do bando, no entanto, a Justiça negou a transferência de 27 presos, entre eles, a do chefe do bando, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
A secretaria de Segurança Pública do Estado informou que, assim que receber os documentos todos os fatos envolvendo denúncias contra policiais serão investigados pelas corregedorias.

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