Justiça condena dupla a mais de 50 anos de prisão por latrocínio de agente penitenciário
Jonathan Camargo Grejo e Julio César de Almeida pegaram 26 anos e dez meses cada pelo roubo seguido de morte de Sebastião Rodrigues Mourão ocorrido em março no centro
Categoria: Polícia
O eletricista Jonathan Camargo Grejo, 23,
e o soldador Julio César de Almeida, 39,
foram condenados pela Justiça de Marília
a quase 27 anos de prisão em regime
fechado cada pelo latrocínio do agente
penitenciário Sebastião Rodrigues Mourão,
50, ocorrido em março na região central em
plena luz do dia. Já o pintor Roger Luiz
Cardoso de Moura, 23, foi absolvido por
falta de provas.
Durante a fase de instrução do processo,
Jonathan, que ficou paraplégico durante a
execução do crime, admitiu ser o autor do
roubo seguido de morte, isentando ainda
os outros dois réus de qualquer participação
] na ação criminosa. Apesar disso, o
Ministério Público pleiteou pela
condenação do trio com base no
reconhecimento das vítimas. Já a
defesa dos acusados argumentou pela absolvição.
Em sua decisão, o juiz Décio Divanir Mazeto, da 3ª Vara Criminal, acata a alegação de negativa
de autoria apresentada pelo advogado Luiz Fernando Marques Gomes de Oliveira, responsável
pela defesa de Roger, e também a acusação contra Jonathan e Julio César, sem fazer distinção
da pena aplicada aos dois.
“Tem-se por evidente que o desdobramento da atividade criminosa com solução consumativa
mais grave, não pode ser atribuída dosimetricamente a seu autor exclusivo, mas a ambos que
assumiram o risco da finalidade que, em última análise, constituía a meta optata da dupla”, diz
o magistrado, em trecho da sentença de 13 páginas.
Mazeto aplicou à dupla a pena de 26 anos e dez meses de reclusão em regime fechado devido
a reincidência pelo crime de roubo. Ele ainda não concedeu aos réus o direito de recorrer
em liberdade, determinando que ambos permaneçam encarcerados na penitenciária em que se
encontram.
“Os acusados são reincidentes em crime de roubo. Embora tenham cumprido condenação por
ataques ao patrimônio alheio, optaram por prosseguir na vida do ilícito, revelando personalidade
voltada à delinquência com evidente desprezo aos mais significativos valores sociais, tais como
a vida e o patrimônio. Os antecedentes comprometedores de ambos não permitem a fixação da
pena base no patamar mínimo”, finaliza o magistrado. A sentença foi proferida ontem (6).
O CRIME
Por volta das 15h de 14 de março, Jonathan, armado com um revólver calibre 38, invadiu a
joalheria, localizada no cruzamento das ruas Paes Leme e Quatro de Abril, e rendeu funcionários.
Ele exigiu que o cofre fosse aberto e roubou todas as joias.
Ao deixar a joalheria, o jovem cruzou com o agente penitenciário e houve troca de tiros.
Sebastião foi baleado na cabeça, ainda foi socorrido com vida, mas faleceu no dia seguinte.
Já o criminoso foi atingindo no abdômen, perdeu instantaneamente os movimentos das
pernas e ficou caído até ser algemado por policiais militares. Ele teve que ser socorrido para
o HC por viatura da PM, pois populares ameaçavam linchá-lo.
Minutos após o crime, Julio César foi preso quando caminhava pela rua Lima e Costa. Ele foi
reconhecido pelas vítimas como um dos comparsas do crime. Já Roger Luiz foi detido nas
proximidades do Espaço Cultural.

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