Presos usam celulares para ordenar crimes na região de Sorocaba
Conversas foram gravadas durante investigação policial.
Conversas foram gravadas durante investigação policial.
Presídios do Estado de São Paulo terão bloqueadores de celulares.
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Detentos que estão no sistema penitenciário em Sorocaba (SP) usam, dentro das celas, celulares para ordenar crimes, organizar rebeliões em série e fazer julgamentos com sentenças para membros de facções.
Para tentar barrar essa comunicação, o governo vai instalar bloqueadores em vários presídios do estado. A iniciativa não é inédita, mas agora será aplicada com mais tecnologia e controle. O TEM Notícias conseguiu com exclusividade trechos de conversas gravadas de celulares em presídios da região de Sorocaba.
A gravação é de uma ligação entre um integrante de uma quadrilha e um detento. Eles se cumprimentam animadamente e se tratam por "irmão", nomenclatura usada para aqueles que integram a facção criminosa. Em outro trecho, o criminoso pergunta se o detento tem o contato de um integrante da quadrilha e é informado de que ele foi preso.
Em outro momento, o preso quer saber sobre um possível desentendimento entre dois integrantes da quadrilha. "Parece até que o disciplina chegou a dar uns tiros em você", falou. Enquanto os dois conversam, outros presos alertam que um funcionário se aproxima da cela. Essa ligação foi interceptada pela polícia durante uma investigação na região de Sorocaba.
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Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), somente na região de Sorocaba, de janeiro a julho deste ano, foram apreendidos 56 celulares em quatro dos seis complexos prisionais. Em Sorocaba, foram encontrados 11celulares no Centro de Detenção Provisória. Na penitenciária Danilo Pinheiro, no bairro do Mineirão, havia 21 aparelhos. Na penitenciária Dr. Antônio de Souza Neto, em Aparecidinha, mais três celulares. E na Penitenciária de Iperó (SP), 8 celulares foram encontrados com presos. Mais 13 aparelhos estavam com visitantes flagrados durante a revista.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), grande parte dos aparelhos de celulares que entram nos presídios é levada por visitantes. O motivo seriam falhas nas entradas das unidades. "Muitas vezes nós temos ali uns criminosos que nós chamamos de criminosos que estão investidos dentro da nossa função. O número de visitantes que tentaram entrar com celular, principalmente mulheres que colocam nas genitálias esses aparelhos, é muito maior", comenta João Rinaldo Machado, presidente estadual dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo.

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