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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

AGRESSÃO DE ASP EM PIRAJUÍ E A REUNIÃO COORDENADORIA NOROESTE

AGRESSÃO DE ASP EM PIRAJUÍ E A REUNIÃO COORDENADORIA NOROESTE
A NARRAÇÃO DO INENARRÁVEL
Sifuspesp Sindicato, através do Diretor do Departamento Jurídico Sr.Wellington Jorge Braga DE Oliveira, que se encontrava em reunião agendada hoje (14/10/2014) às 10 horas com o Coordenador para a Região Noroeste da Administração Penitenciária Sr. Carlos Alberto Ferreira de Souza; e na referida ocasião, estava sendo tratado o assunto de assédio moral comunicado por algumas Agentes de Segurança feminina de Serra Azul contra o colega ASP nomeado Diretor do Centro de Segurança e Disciplina (DCSD) da respectiva unidade. Para surpresa dos presentes e muito desagradável, veio a notícia via telefonema de quem responde como Diretor Técnico III, que acabara de acontecer uma agressão física a uma Colega na Penitenciária Feminina de Pirajuí.

O dirigente sindical mencionado acima, chegou na respectiva Unidade Prisional um pouco antes do meio-dia, foi recepcionado pelo “Alex” (substituto da Diretora Técnica III – de férias) e teve “in loco” a constatação da triste realidade que nossas profissionais estão submetidas na rotina das penitenciárias femininas, ou seja, nestes casos, não existe para as má cidadãs que se encontram sob a custódia do Estado (presas), no âmbito do sistema prisional paulista, uma “carceragem” diferenciada de RO (regime de observação), ocorrendo apenas o castigo da tranca coletiva e a inspeção completa das celas e pavilhões com o apoio logístico do GIR (grupo de intervenção rápida).
NARRATIVA DOS FATOS: Agente de Segurança Penitenciária Mara Rodrigues Ribeiro ao estar efetuando de manhã a tranca do banho de sol no Raio III é empurrada e derrubada por Reeducanda que havia se recusado a entrar na cela, e ainda sofreu “dois” chutes na costela. A mesma foi socorrida pelas demais servidoras que estavam na Radial e entraram no local da agressão em seu auxílio; também em conversa com o dirigente sindical, a colega disse que é casada, de Presidente Prudente, possui quase 5 anos de tempo de serviço como ASP e está inscrita em LPT; foi elaborado boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Pirajuí e encaminhada para o exame de corpo-de-delito com fins de constar também na NAT – Notificação de Acidente de Trabalho. Informou que no dia anterior a presa que cometeu a agressão teve entrevista com a DCSD e pediu “bonde” para outra unidade.
São tantas as mazelas e os infortúnios que o servidor penitenciário paulista vive no cotidiano de sua vida profissional, que vão desde execuções sumárias na porta de suas residências por disparos de armas de fogo exclusiva das Forças Armadas ou calibre de uso restrito (militares e policiais); abusos de autoridade cometido pelo mau uso do poder discricionário por despreparados nomeados nos cargos em comissão; até as agressões físicas e morais que nós os aplicadores da execução penal ficamos expostos, que só nos resta narrar o inenarrável: é implícita a conformidade de nossas autoridades eleitas, nomeadas e concursadas, e a “bandidagem” continua impune, impondo suas regras, e pior, delimitando o seu território, excluindo, por extremo absurdo, a ação do próprio Estado; com o sistema prisional paulista seguindo ladeira abaixo, abandonado a própria sorte e largado a banalização dos fatos!!!
É o relatório e o necessário, deixando com nosso Diretor de Divulgação e Imprensa Sr. Adriano Rodrigues Dos Santos a notícia da visita extraordinária na PF de Pirajuí onde a colega Olga Zácari se transformou símbolo de uma mobilização humanitária contra o câncer.

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