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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Espaço de Vida do Agente de Segurança Penitenciária no Cárcere, O - Entre Gaiolas, Ratoeiras e Aquários

Relembrando esta obra do companheiro Arlindo , nesta época de execuções, Dejep e Bônus, que ainda não leu recomendo!


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Espaço de Vida do Agente de Segurança Penitenciária no Cárcere, O - Entre Gaiolas, Ratoeiras e Aquários



 A pesquisa de Arlindo da Silva Lourenço, experiente psicólogo do sistema penitenciário, teve como foco o espaço de vida dos Agentes de Segurança Penitenciária.  Interessou-lhe  examinar,  por  meio  de  acurada  observação  do ambiente de trabalho dos agentes e de depoimentos por eles prestados, a dinâmica psicossocial desses profissionais no local de sua função, a saber, o cárcere. Valeu-se para isso das luminosas análises oferecidas por Kurt Lewin para o entendimento psicológico das relações grupais, e chegou a descobertas relevantes para a compreensão da atual situação desses funcionários e para o aperfeiçoamento de suas condições de vida e trabalho.  Ambiente  físico  das  prisões, estado  das  instalações,  relações pessoais com os colegas e com os presos foram os principais tópicos da pesquisa.  Importante  conclusão  do  estudo  foi  a  confirmação  do  papel paradoxal do Agente de Segurança Penitenciária: repressor e ressocializador. Esse papel, que na verdade são dois, põe em causa todo o sistema penitenciário e social. A prisão, com efeito, com seus internos, apenados e vigias, é um lugar sintomático da vida em sociedade e, em particular, da vida em nossa sociedade.  Como em todo estudo psicológico, a dimensão psicossocial não é dissociada da dimensão individual. Os depoimentos obtidos dos agentes permitem acompanhar a diversidade de motivações, expectativas, planos de futuro, preocupações e emoções dos profissionais estudados.  Toda essa diversidade, contudo, toma corpo nas relações de interdependência do espaço de vida da prisão. Psicólogos, sociólogos, políticos  e  administradores  encontrarão  na  pesquisa  de  Arlindo  Lourenço dados, análises e proposições pertinentes para aprimorar e, mais do que isso, transformar a realidade prisional e social.


 Geraldo José de Paiva Professor
 Titular do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, do Instituto de Psicologia da USP.

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