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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Agentes penitenciários são exonerados por tortura contra presos


Agentes penitenciários são exonerados por tortura contra presos
Caso aconteceu em janeiro e teve repercussão nacional, quando presos tiveram queimaduras por sentar em chão quente
 Carlos Alberto Silva


Quatro agentes penitenciários foram exonerados pela Secretaria de Estado

da Justiça (Sejus) acusados de crime de tortura contra um grupo de 52

presidiários, que sofreram queimaduras nas nádegas no Complexo do Xuri,

nos limites territoriais entre Vila Velha e Viana, na Grande Vitória. A Sejus

também aplicou a pena de suspensão de 30 dias a outros dois servidores –

um deles perdeu o cargo em comissão – pela omissão no episódio.








A exoneração e a punição com suspensão aos agentes penitenciários

publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (14). Na

mesma publicação, a Sejus absolveu outros 10 servidores, que

estavam de plantão no dia 2 de janeiro deste ano, quando ocorreram as torturas.




A decisão de punir os acusados da tortura foi tomada pelo secretário

de Estado da Justiça, Sérgio Alves Pereira, e tem como base as

investigações realizadas, em âmbito de Processo Administrativo

Disciplinar (PAD), presidido pelo corregedor da Sejus, o delegado de

Polícia aposentado Emerson Gonçalves da Rocha.




Presos tiveram queimaduras nas nádegas




O episódio aconteceu dentro da Penitenciária de Vila Velha (PEVV III), no

Complexo Penitenciário de Xuri. Na ocasião, os presos foram retirados

de suas celas e colocados sentados em uma quadra de esportes, debaixo

do sol. O piso da quadra estava quente e, apesar dos protestos dos presos,

eles não foram retirados para a sombra. O resultado é que todos tiveram

queimaduras nas nádegas.




O caso, que chocou o Brasil veio à tona no dia 10 de janeiro de 2013,

quando zerou o torturômetro, ferramenta criada pelo Tribunal de Justiça

do Espírito Santo para denunciar torturas no Estado. Na ocasião, a

tortura contra os presos foi denunciada pela Comissão de Enfrentamento

e Prevenção à Tortura do TJES, presidida pelo desembargador William Silva.




(Com informações do Tribunal de Justiça do Espírito Santo)

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