No CDP, atividades reduzem conflitos

Um dos símbolos do trabalho de humanização é a maquete construída por dois presos sob a supervisão de agente penitenciário / Foto: Jonny Ueda
Uma forma de minimizar os impactos da superlotação no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mogi das Cruzes foi encontrada nas atividades profissionais e na arte. O resultado disso pode ser verificado pela certificação técnica recebida por alguns presos, no trabalho - que garante a regressão de pena - e no artesanato, de onde saiu uma maquete detalhada da unidade, que abriga 2.130 presos, quase três vezes mais do que a capacidade para a qual foi construída (768), há 11 anos, no Taboão.
Ontem (19), a convite da Pastoral Carcerária, a reportagem de O Diário entrou no CDP e conheceu um pouco da rotina dos detentos e viu os avanços implantados pelo diretor geral, Silvestre Moutinho Baltar, que administra a unidade desde 2006.
Um dos símbolos do trabalho de humanização do CDP, a maquete foi construída por dois presos sob a supervisão do agente penitenciário Sidnei Antonio Nunes. A riqueza de detalhes surpreende, sobretudo porque nenhum dos três envolvidos com a obra tinha experiência na área. Sidnei, que é diretor disciplinar substituto do CDP, teve a ideia e a executou com a ajuda de dois presos que se destacavam pelos trabalhos manuais.
O trio trabalhou durante três meses, de segunda a sexta-feira, seis horas por dia. Desde a entrada principal, até as caixas d’água, guaritas e cercas, nada foi esquecido. Até mesmo uma capela recém-construída no CDP será inserida na maquete, que já foi utilizada para reconhecimento do local numa apresentação feita à Polícia Militar. (Danilo Sans)

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