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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Matéria do G1:Agente penitenciário é morto em Campinas e categoria protesta

Agente penitenciário é morto em Campinas e categoria protesta

Enterro da vítima de 56 anos acontece às 9h desta segunda (15) em Itaí (SP).
Caso marcou a nona morte dos profissionais neste ano, diz representante.

Do G1 Campinas e Região
Um agente penitenciário, de 56 anos, foi baleado e morto em um depósito de bebidas na região do bairro dos Amarais, emCampinas (SP), no sábado (13). De acordo com o sindicato da categoria, que protestou após a morte do profissional, quatro suspeitos participaram da ação criminosa.
Um deles entrou na loja e disparou três tiros contra Airton Pinto Barbosa, que foi atingido na cabeça. O grupo fugiu levando a arma do servidor. O enterro acontecerá às 9h desta segunda (15), em Itaí (SP).

O Sindicato dos Agentes Penitenciários declarou luto pela morte do agente nesta segunda e confirmou que os serviços dos profissionais da categoria acontecerão de forma mais lenta neste início de semana. Segundo João Rinaldo Machado, presidente do Sindicato dos Agentes Prisionais de São Paulo (SP), a suspeita é de que exista uma ação planejada do crime organizado. 
Ainda de acordo com o presidente, esta foi a 9ª morte de agentes profissionais neste ano no estado, número que supera o dobro dos registros nos anos anteriores. A Secretaria de Segurança Pública do Estado ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.  
Segundo caso na cidade
Este é o segundo caso de agente penitenciário morto em Campinas em dois meses.  Um agente penitenciário que trabalha no Presídio Ataliba Nogueira, em Hortolândia (SP), foi morto a tiros na noite de 7 de outubro  na porta da casa onde morava.  Cleoni Geraldo Lima, de 50 anos, deixava a residência no bairro Parque União da Vitória, quando dois homens desceram de um carro e começaram a atirar. Dois dos disparos atingiram a cabeça da vítima. Ao todo, segundo os policiais militares, foram sete tiros de arma calibre 9 milímetros.
Os projéteis atingiram também a lataria e o vidro lateral do carro do agente. Doze cápsulas de munições foram encontradas no local. Segundo testemunhas, mesmo baleado o agente tentou fugir e correu por cerca de 20 metros. Os assassinos o perseguiram e fizeram mais disparos. Ele foi levado para o hospital, mas não resistiu. “É uma cena difícil de engolir. Era um cara trabalhador. Pai de família. Todo mundo que conhece o Cleoni está revoltado por causa da brutalidade”, disse na noite da morte o vizinho da vítima Diderot Cardoso. Lima havia ingressado no serviço penitenciário em dezembro de 1990.

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